segunda-feira, 1 de dezembro de 2014


Já estava com aquele texto de fim de ano pronto na cabeça, aquele sobre malas cheias que precisam ser esvaziadas para virar o ano mais leve, aquele que organiza as coisas, que coloca os sentimentos todos nos seus devidos lugares. Mas... É disso mesmo que estou precisando? Aliás, é disso mesmo que estamos precisando? Essa coisa de organizar todo fim de ano não deu certo até hoje, e, convenhamos, esse não foi o ano mais "normal" possível, nem esperava que desse nada certo. 

Todo ano organizo os mesmos sentimentos, coloco-os nos mesmos lugares, onde acredito que devam ficar. Coloco as coisas profissionais de um lado, meus relacionamentos do outros porque 'não pode misturar', remanejo algumas prioridades e pronto, fica tudo limpo, lindo e organizado. Mas todo fim de ano lá estão eles, esparramados por lugares que não faço nem ideia de como foram alcançar, se misturam e se embromam de formas que não sabia nem que era possível. Talvez, então, esses sejam os lugares deles, talvez a bagunça seja o certo e as coisas devam caminhar assim. 

Vou testar, quem sabe fica tudo bem. Talvez a bagunça venha para o bem, talvez ela venha para ficar.


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O pensamento de que tudo o que estava com vontade de fazer era loucura não sumia, também, quem em sã consciência se dispõe à sentimentos tão controversos? Eu prometi que jamais faria alguém sofrer pelos motivos que sofri e talvez eu tenha cumprido. 

A noite foi tão surreal que até agora não creio que tenha vivido. E se não acredito, não aconteceu. O dia inteiro foi surreal... E eu que sempre romantizei muito as relações, com essa não seria diferente. Romantizei um encontro, um "oi" e um abraço, o restante veio de brinde, muito bem vindo. Mas tenho em mim a sensação de que foi somente um ensaio, ainda estou aguardando o diretor parar e me dizer o que fazer em cena. 

Bom, só posso dizer que esse filme eu pagaria para ver. Do contrário, dispensem os atores logo de uma vez.

domingo, 19 de outubro de 2014

Hoje voltou a chover e ironicamente, hoje percebi como um dia de sol é bonito. Não só bonito, maravilhoso. Como as coisas acontecem quando tem que acontecer... E mesmo não acreditando em destino, as coisas se encaixam quando tem que encaixar.


Muita coisa tem mudado, desde de a forma como vivencio minhas relações até o que penso que sou. E concordo com o Anitelli, eu não sei na verdade quem eu sou.  Tenho desconhecido e conhecido pessoas, coisas que me fazem bem. Tenho viajado por abraços que são só abraços, por beijos enganados com gosto de quero mais. Tenho viajado por conversas incríveis com pessoas que sempre estiveram no mesmo lugar. Pessoas que são como eu, ou não. O aconchego da minha família se tornou o melhor lugar do mundo. Um porto seguro que pensei que perderia ao longo do tempo, vi que é mais forte do que imaginava.

E isso é tão bom, a liberdade é tão boa. Quero mais.

Quero cada dia mais.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

#OutubroRosa

Bom, pra quem me conhece ao menos um pouquinho sabe da importância desse tema. Pois é, todo ano é a mesma coisa? Sim, oras, todos os anos dezenas de milhares de mulheres morrem por conta do câncer de mama, segundo o INCA, a estimativa para 2014 no Brasil é de 57 mil novos casos em mulheres. Mas chances de cura se detectado precocemente chega à 95%!

Vou deixar alguns links que vão ser muito mais claros sobre a questão e se tiverem dúvidas, procurem seus médicos.


Mulheres, toquem-se! 




terça-feira, 1 de julho de 2014



Como é que a gente escreve quando tá tudo certo? Como é que a gente sente? Sem problemas o desafio some e o amor desencanta. Descobri que gosto de sofrer, gosto do que é tão difícil que beira o impossível. Se a faculdade tá boa, troca, se o emprego tá bom, incrementar mais serviço, se a casa tá cheia, esvazia e assim por diante. É complicado gostar de complicar, é complicado viver complicando e descomplicando quando dá na telha. Mas sei lá, parece que é o que faz a gente andar, e não necessariamente para frente, viu?

Só quero dizer que depois de muito tempo sentada à beira da pista, voltei a caminhar, calmamente e com um caminho longo pela frente.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014




Quando eu era bem pequena, o que mais desejava era ser mulherzinha, e mesmo sem saber ao certo como funcionavam os padrões impostos da sociedade, queria gostar de brincar de boneca como minha irmã. Mas não, nunca gostei. Depois, um pouco mais crescida, quis ser menininho por achar que combinava mais com os meus gostos, gostava mais de jogar bola do que ficar brincando no site da barbie. Chorei, esperneei, fiquei bicuda por dias até minha mãe falar que eu era menina porque nasci assim, com pepeka. Acatei. Crescendo, quis ficar com meninos como minhas amigas, mas, apesar de achá-los legais pra conversar bobagens, brincar e etc, não me interessava por eles à ponto de beijar. Não sei, mas acho que foi aí que minha neura começou. Eles eram legais, mas estavam na época onde legal mesmo era ficar e, pra eles, eu não era menina pra isso. Pô, eu era "tipo irmã", eles falavam. E desde então, fui só "irmã". Com irmã não se flerta. No máximo, fui confidente, e só. Mas as pessoas crescem e, quando se perde os últimos homens héteros da sua vida ao assumir sua sexualidade fora dos padrões morais da igreja, fica difícil se aproximar de outros homens pra construir uma amizade no nível "irmãos". Não dá, pelo menos não com homens-héteros. Com esses, minha relação é de "oi" e "tchau". Não me dou.